Por Alysson Silva

 

O longa de ficção dirigido por Esteban Cabezas trata do tema familiar sobre ausência paterna, de maneira direta, eficaz e certeira. A história se dá inicio quando somos apresentado a Rodrigo, um homem que tenta voltar para a vida do seu filho e frequentar uma casa, com uma família que não é a dele mais. Ele passa a estar presente na vida de sua ex, mesmo ela ja estando em um outro relacionamento. E a usar a casa de Carla como se ainda fosse sua.

O roteiro escrito tambem por Esteban, em seu longa de estreia, fala sobre amores não superados , arrepedimentos e seguir em frente. O protagonista e um homem imaturo e que não aceita sua ex morar com um novo amor numa casa que era sua.  Rodrigo quer reconquistar Carla , estar com o seu filho e recuperar uma vida que já teve um dia e que já não é mais. A historia é atual e contemporanea ao abordar sobre toda a dor e sofrimento ao qual esses personagens estao vivenciando. Ela com o retorno inesperado do seu ex companheiro em sua nova vida, e Ele tentando estar presente na vida de uma família que seguiu em frente e de como todas as atitudes tidas no passado estão refletindo em sua vida atual.

A narrativa ela é lenta e vai crescendo aos poucos, conforme as cenas vão sendo exibidas, e apesar de ser um filme relativamente curto, a história  nos causa um certo incômodo e desconforto.  Os relacionamentos de hoje em dia nem sempre são para sempre e geralmente tem um caminho a percorrer de início, meio e fim, não é porque teve um fim que não deu certo. Na verdade deu certo até onde tinha que dar e é isso que somos levados a acreditar. No primeiro momento vemos Rodrigo fazendo de tudo para recuperar a sua ex namorada e ganhar o amor do filho novamente, após passar 2 anos sumido e o que ele mais quer ter é essa família que tinha no passado. Ele ver Carla com um outro homem o mata por dentro. Ele cria uma ilusão em sua mente de que tudo pode voltar a ser como era antes.

A taça partida do título  se trata de uma xícara (caneca) que foi quebrada pela Carla em um café da manhã e ele retrata bem do que a história quer nos contar. O ex dela Rodrigo ao ver a taça partida (quebrada) cola para tentar fazer com que a taca fique a merce de que possa ser usada. Aí que vemos uma metáfora porque o seu intuito principal é mostrar um amor partido, um relacionamento fadado a não existir mais e uma história de amor que já chegou ao fim e não tem mais volta e isso foi muito interessante de se assistir, assim como ver o tema abordado de forma simples mas edificante. A relação entre pai e filho é muito bacana de se ver porque mostra que Ele quer estar novamente na vida do filho, ele o ama de verdade e quer estar junto com ele, assim como recuperar a sua confiança, de que ele não vai embora nunca mais de sua vida.

O enredo nos dá um misto de sentimentos, onde vemos que não vale a pena dar murro em ponta de faca, e que chega um certo momento de que devemos parar para pensar e analisar que tem coisas nos quais nos arrependemos que não tem mais como consertar como uma simples taça. Você até pode tentar fazer com que ela volte a ser como era originalmente, mas nunca será como antes, a protagonista Carla já seguiu com sua vida amando um homem que a cuida, cuida do filho dela como se fosse seu, e acima de tudo a ama e quer construir uma vida com ela e como que ela pode trocar tudo isso por ter uma vida incerta com um homem que a fez sofrer, que a abandonou e ainda sumiu da vida se seu filho.  E cabe ao Rodrigo ver que o passado nao tem como voltar mais e que assim como tudo na vida seja trabalho o no amor a vida e feita de fim de ciclos, novas jornadas e oportunidades a seguir com a sua vida de forna honesta e vivendo intensamente a cada dia como se. não houvesse amanha.