Por Alysson Melo

 

Viabilizado pelo Prêmio de Incentivo à Publicação Literária do extinto Ministério da Cultura, escritora carioca lança livro de poesias marcado por críticas sociais e questões existenciais

 

“Foi extinto o Ministério da Cultura

Mas antes ele me deu um prêmio

A cultura não foi extinta

A arte não foi extinta

Ela nasce e cresce em cada esquina

Porque o espírito humano não vive um segundo

Sem arte

É por isso que ela atravessa milênios e desgovernos

Vermes fascistas logo viram adubo

Para a arte que floresce eterna

Assim como a vida se impõe sob a morte todas as manhãs.

Viva!” (Travessia Perene, pág.9)

A poesia da carioca Hannah Cavalcanti é marcada pela crítica social. Junto ao contexto sócio-político, as inquietações existencias da escritora sacodem o leitor e o convoca à construção de um novo mundo.

Em Travessia Perene, Hannah revela um estilo marcante e denso de referências ao misturar espiritualidade e política social sem embaraços. O ritmo é surpreendente entre os mais variados temas.

Viabilizado em 2018 pelo extinto Ministério da Cultura e lançado pela Editora Multifoco, Travessia Perene é, por si só, o registro das transformações políticas brasileiras que impactam a cultura da nação: em um gesto heroico, funcionários do departamento do livro conseguiram depositar a premiação para a escritora 15 dias antes da mudança presidencial. Ao contrário, com extinção do ministério, Hannah nunca teria recebido o prêmio.

Destinada ao brasileiro que vê na arte uma ferramenta de expressão a favor da liberdade, Travessia Perene é instrumento de luta para o brasileiro engajado contra à repressão da cultura brasileira.   

Ficha Técnica:
Título
: Travessia Perene

Autor: Hannah Cavalcanti
Editora: Editora Multifoco
ISBN: 978-85-8273-781-1
Páginas:
Formato: 14 x 21 cm
Preço: 68 páginas
Link de venda:  https://bit.ly/2ZBnEsY

Sinopse: Premiado pelo Ministério da Cultura em 2018, Travessia Perene remete a um estado permanente de fronteira, um complexo não-lugar repleto de profundas reflexões políticas e existenciais capazes de envolver o leitor em seu universo. Combinando um estilo marcante e denso de referências, a espiritualidade e a política misturam-se sem embaraço, trazendo ritmo surpreendente aos seus mais variados temas. A relação espaço-tempo, a ancestralidade, a condição feminina, o contexto sócio-político, a inquietação construtiva que ousa sacudir o leitor/a e convocá-lo à vida plena de ação e desejo e à construção de um novo mundo – nada escapa a esse robusto conjunto de versos aqui apresentados, que felizmente agora é revelado à poesia brasileira.