Por Alysson Melo

 

Quase todos os museus são criados para abrigar acervos materiais, obras, objetos, documentos. Mas, no caso do Museu da Pessoa, o acervo é composto por histórias de vida que são coletadas e disponibilizadas na internet. Colaborativo e virtual desde a sua criação em 1991, ele conta com mais de 18 mil depoimentos e cerca de 62 mil fotos e documentos. Convidados pela fundadora do museu, Karen Worcman, e pela produtora Minom Pinho, cinco documentaristas — Marcelo Machado, Marco Del Fiol, Pedro Cezar, Tatiana Toffoli e Viviane Ferreira — mergulharam nesse vasto acervo de histórias de brasileiros ali reunidas para propor releituras autorais e temáticas. Esse esforço resultou no documentário “Pessoas — Contar Para Viver”, que estreia no Curta!.

Entre as histórias de vida que se entrelaçam no longa, estão as dos próprios realizadores do documentário e as de outros tantos brasileiros, como o navegador Amyr Klink, que cruzou o Oceano Atlântico em uma canoa, Tula Pilar, empregada doméstica que se tornou poeta, o premiado educador Paulo Freire e o escritor Kaká Werá, que se descobriu indígena quando entrou na escola.

Concluído em 2019, o filme faz uma reflexão importante para o atual momento de crise política e pandemia no Brasil. “As histórias presentes no filme revelam um Brasil desigual, injusto, racista e excludente. No entanto, revelam também a força de vida e a humanidade presentes em pessoas hoje silenciadas, como indígenas, empregadas domésticas, jovens vítimas de abuso sexual, entre outros”, afirma Karen. Nesse sentido, o longa traz uma reflexão atual para um país que hoje tem suas fraturas sociais expostas à luz da pandemia.

“Pessoas — Contar Para Viver” integrou a seleção da Mostra Brasil na 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O documentário é uma produção da Casa Redonda, viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A estreia é na Quinta do Pensamento, 28 de maio, às 22h15.

Série explora a presença da música brasileira em diversos países

Forró, tecnobrega, chorinho, tropicália, entre outros desdobramentos da música brasileira, são trilha sonora de histórias curiosas vividas em outros países. A série “Beyond Ipanema  Ondas Brasileiras na Música Global”, dirigida por Guto Barra e exibida pelo Curta!, conta várias delas, por meio de entrevistas com mais de 60 artistas, produtores e jornalistas, gravadas nos Estados Unidos, na Europa e no Japão.

O primeiro episódio da segunda temporada se passa em Lisboa, onde António Zambujo e Carminho, referências contemporâneas do fado português, falam de sua relação íntima com a música do Brasil. O capítulo também apresenta o selo “Groovie Records”, que lançou na Europa algumas raridades psicodélicas brasileiras, e o trabalho do Real Combo Lisboense, uma espécie de “versão portuguesa” da Orquestra Imperial. A série é uma produção da Planet Pop. A exibição é na Segunda da Música, 25 de maio, às 19h.

Segunda da Música – 25/05

19h – “Beyond Ipanema – 2ª temporada” (Série)  Episódio: “Lisboa  O Fado Tropicalista”
A
o chegar em Lisboa, “Beyond Ipanema” encontra os maiores astros do novo fado atual: António Zambujo e Carminho, ambos grandes fãs da música brasileira. O episódio apresenta o selo Groovie Records, que lançou na Europa raridades psicodélicas brasileiras, e o trabalho do Real Combo Lisboense, “versão portuguesa” da Orquestra Imperial. Duração: 23 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 26 de maio, terça, às 05h e às 12h50; 27 de maio, quarta, às 6h50; 30 de maio, sábado, às 08h; 1 de junho, domingo, às 5h15.

 

Terça das Artes – 26/05

21h – “Geografia da Arte” (Série) – Episódio “Keith Haring + Bahia
Durante uma breve e fulgurante carreira que atravessou os anos 1980, o artista americano Keith Haring passou muito tempo viajando e trabalhando em dezenas de cidades internacionais. Mas foi em uma pequena praia na Bahia que esse ícone da pop art encontrou a mudança de ritmo de que tanto precisava. O episódio leva o público a Serra Grande, onde, quase 30 anos atrás, o artista procurou refúgio para seu estilo “jet-setter” de celebridade do mundo das artes. Neste vilarejo que não tinha luz ou água encanada na época, ele “desapareceu” do mundo para ficar desenhando na areia da praia e pintando árvores e casas de pescadores.  Diretores: Guto Barra e Tatiana Issa. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 27 de maio, quarta-feira, às 01h e às 15h; 28 de maio, quinta-feira, às 09h; 30 de maio, sábado, às 08h30; 31 de maio, domingo, 23h.

 

Quarta de Cinema – 27/05

22h35 – “Onde a Terra Acaba” (Documentário)
“Onde a Terra Acaba” foi dirigido por Sérgio Machado e é fruto de uma pesquisa de mais de 2 anos sobre a vida e a obra do escritor e cineasta Mário Peixoto, realizador do filme “Limite”, considerado um clássico do cinema nacional. Diretor: Sergio Machado. Duração: 74min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 28 de maio, quinta-feira, às 2h35 e 16h35; 29 de maio, sexta-feira, às 10h35; 31 de maio, domingo, às 14h35.

 

Quinta do Pensamento – 28/05

22h15 – “Pessoas — Contar Para Viver” (Documentário)
E se existisse um museu que, em vez de abrigar objetos materiais, coletasse e expusesse as histórias de vida de pessoas, famosas ou anônimas? Pois essa é a missão do Museu da Pessoa, que mantém, na internet, um rico acervo com mais de 18 mil depoimentos e cerca de 62 mil fotos e documentos. Convidados pela fundadora do museu, Karen Worcman, e pela produtora Minom Pinho, cinco documentaristas  Marcelo Machado, Marco Del Fiol, Pedro Cezar, Tatiana Toffoli e Viviane Ferreira  mergulharam nessas histórias de vida, como a de Amir Klink, que cruzou o Atlântico numa canoa, ou a de Tula Pilar, empregada doméstica que se tornou poeta. Desse material, nasceu o documentário “Pessoas — Contar Para Viver”, que retrata a vitalidade dos brasileiros e também as desigualdades que marcam a nossa sociedade. Duração: 90 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 29 de maio, sexta-feira, às 02h15 e às 16h20; 30 de maio, sábado, às 13h25; 31 de maio, domingo, às 20h; 1º de junho, segunda-feira, às 10h15.

 

Sexta da Sociedade – 29/05

20h – “Fronteiras Fluidas” – Episódio: “Vencendo o Gigante”
A série se encerra com uma visita às margens do Rio Doce, cenário da maior tragédia ambiental do Brasil e que se contrapõe às ricas paisagens exibidas no início da série, na terra Yanomami, onde homem e natureza convivem em harmonia. Encontramos os Krenak e acompanhamos seu ritual de luto pela morte do rio, berço dessa etnia. Mitos sobre a queda do céu e a destruição do mundo costuram o episódio, que é conduzido por Ailton Krenak, uma das mais importantes lideranças indígenas de todos os tempos. Diretor: Peter Cohen. Duração: 40 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 30 de maio, sábado, às 0h e às 17h30; 31 de maio, domingo, às 08h20; 1 de junho, segunda-feira, às 14h; 2 de junho, terça-feira, às 08h.