Por Alysson Melo

 

A cena roqueira de Brasília no início da década de 1980 deu frutos que fazem sucesso até hoje, como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. As histórias dessas bandas, que trilharam um caminho cheio de obstáculos, é contada com depoimentos dos próprios músicos no documentário “Rock Brasília — Era de Ouro”, que chega ao Curta!.

Dirigido por Vladimir Carvalho e produzido pela Ligocki, o longa reúne alguns dos protagonistas desse período, como o cantor e compositor Renato Russo — em imagens raras —, o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá, membros da Legião Urbana; Dinho Ouro Preto, e os irmãos Fê e Flavio Lemos, da formação original do Capital Inicial; Phelippe Seabra, vocalista e guitarrista da Plebe Rude; além dos artistas que se aproximaram dessa turma, como Caetano Veloso e os músicos Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, componentes do Paralamas do Sucesso. A exibição é na Segunda da Música, 1º de junho, às 22h.

Cildo Meireles é tema de episódio inédito de Matizes do Brasil

Cildo Meireles é um dos mais importantes artistas brasileiros em atividade, uma verdadeira referência na chamada “arte conceitual”, com suas instalações.  Neste episódio inédito de Matizes do Brasil, ele é convidado a refletir sobre seu processo criativo e suas motivações, enquanto é analisado por especialistas como Sônia Salzstein, Jochen Volz e Júlia Rebouças. Entre as obras comentadas, estão “Zero Dollar” e “Desvio Para o Vermelho”, que mostram a versatilidade técnica de Cildo para construir narrativas carregadas de provocações políticas e de potência visual.  A estreia é na Terça das Artes, 2 de junho, às 23h30.

 

Segunda da Música – 01/06

22h – “Rock Brasília — A Era de Ouro” (Documentário)
A história dos jovens brasilienses que, liderados por Renato Russo, veem o seu sonho tornado realidade — a consagração e o sucesso de suas várias bandas de rock. Nesta terceira parte de uma trilogia sobre a formação histórica, política e cultural de Brasília — as outras são “Conterrâneos Velhos de Guerra” (1991) e “Barra 68” (2000) —, o cineasta Vladimir Carvalho investiga as origens das grandes bandas de rock que tomaram de assalto o cenário musical brasileiro a partir de 1980, como Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude e muitas outras. Uma história pontuada por momentos inesquecíveis, como o quebra-quebra no show do Legião Urbana no Estádio Mané Garrincha, em junho de 1988, e o grande show do Capital Inicial na Esplanada dos Ministérios, em 2008, com Dinho Ouro Preto cantando a música do colega Renato Russo “Que País É Esse?”. Diretor: Vladimir Carvalho. Duração: 112 min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 2 de junho, terça-feira, às 02h e às 16h; 3 de junho, quarta-feira, às 10h; 6 de junho, sábado, às 14h25; 7 de junho, domingo, às 21h.

Terça das Artes – 02/06

23h30 – “Matizes do Brasil” (Série) – Episódio “Cildo Meireles
Um dos mais importantes artistas brasileiros em atividade, Cildo Meireles é referência quando o assunto é o que se convenciona chamar de arte conceitual. Neste episódio de Matizes do Brasil, o próprio artista é convidado a refletir sobre seu processo criativo e suas motivações, enquanto nomes como Sônia Salzstein, Jochen Volz, Júlia Rebouças e Frederico Moraes analisam seu trabalho pioneiro com instalações e objetos. A análise de obras como “Zero Dollar”, “Desvio para o Vermelho” e “Através”, entre outras, ressalta como o artista se utiliza de uma ampla variedade de técnicas e materiais para tecer uma narrativa carregada de provocações políticas.  Diretora: Bianca Lenti. Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 3 de junho, quarta-feira, às 03h30 e às 17h30; 4 de junho, quinta-feira, às 11h30; 6 de junho, sábado, às 19h10; 7 de junho, domingo, 10h10.

 

Quarta de Cinema – 03/06

22h05 – “Infância Clandestina” (Ficção)
Juan e sua família retornam à Argentina. Assim como sua mãe, seu pai e seu adorado tio Beto, ele usa outro nome fora de casa. Juan, na escola, se chama Ernesto. Ele conhece Maria e descobre o amor. Baseada em fatos reais, esta é uma história sobre o primeiro amor e o final de uma infância clandestina. Diretor: Benjamin Ávila. Duração: 112min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 4 de junho, quinta-feira, às 02h05 e às 16h05; 5 de junho, sexta-feira, às 10h05; 7 de junho, domingo, 14h40.

 

Quinta do Pensamento – 04/06

2h05 – “Zélia – Memórias de Amor”
Aos 32 anos, Zélia Gattai compra sua primeira câmera fotográfica durante seu exílio em Paris e começa a registrar o mundo ao lado do seu companheiro, o escritor Jorge Amado. Aos 63 anos, escreve seu primeiro livro, “Anarquistas, Graças a Deus”. A obra, que conta sua infância em São Paulo no início do século XX, recebe o Prêmio Paulista de Revelação Literária, vende mais de 200 mil exemplares apenas no Brasil, é traduzida para diversos idiomas e adaptada para teatro e televisão. Sem querer pegar carona na fama do marido, Zélia opta por uma maneira particular de contar o que viu e viveu, criando uma literatura de forte cunho memorialístico. Como reconhecimento do seu talento, no dia 21 de maio de 2002, Zélia ocupa a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL), a mesma que pertenceu a Jorge Amado. É com base nos seus livros de memória, no seu acervo de mais de 20 mil fotografias e em entrevistas que o documentário constrói um retrato intimista de Zélia Gattai, tendo como fio condutor a história de amor que viveu durante 56 anos com Jorge Amado, personagem principal de sua obra. Direção: Carla Laudari. Duração: 100 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 05 de junho, sexta-feira, às 02h05 e às 16h05; 08 de junho, segunda-feira, às 10h05.

 

Sexta da Sociedade – 05/06

22h30 – “A Última Abolição” (Documentário)
O Brasil foi o último país ocidental a abolir a escravidão, fato que se deu apenas em 1888. O documentário “A Última Abolição” aborda a escravidão no Brasil, com especial enfoque no período da abolição, destacando os movimentos abolicionistas, a resistência escrava, o papel das mulheres negras na resistência, as discussões da elite do país no período, culminando com a assinatura da Lei Áurea e suas consequências para a população negra. Diretora: Alice Gomez. Duração: 81 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 06 de junho, sábado, às 2h40 e às 12h45; 07 de junho, domingo, às 19h25; 08 de junho, segunda-feira, às 16h35; 09 de junho, terça-feira, às 10h35.