Por Eduardo Pepe

 

“Mamma Mia: Lá Vamos Nós De Novo” serve para matar as saudades dos fãs do primeiro filme 

 

“Mamma Mia” já era um sucesso nos palcos da Broadway ficando em cartaz por anos quando chegou nas telonas com um elenco estrelado, mas, mesmo assim, não se esperava que se tornasse o fenômeno pop que virou. O filme é o musical de maior bilheteria do século XXI, além do maior sucesso comercial da carreira da grande Meryl Streep. Como o repertório do grupo ABBA, base para todas as músicas do primeiro filme, é vasto e o elenco se mostrava disposto a uma continuação se esperava há muito tempo uma continuação. 

Esse segundo filme não é tudo que poderia ser, mas também passa longe do desastre que alguns pensavam que seria. É um meio termo agradável que deve satisfazer os fãs, porque novamente temos um musical alegre, descompromissado e muito bem atuado intercalado por contagiantes músicas do grupo sueco. 

Foto de Divulgação Universal Pictures

A maior diferença de um filme por outro não é nem a mudança de direção (a diretora do primeiro, Phyllida Lloyd, cedeu lugar para Ol Parker) nem o fato do novo se intercalar entre dois tempos, o passado da Donna (Lily James) jovem e o momento atual em que Sophie (Amanda Seyfried) se prepara para reinaugurar o hotel de sua mãe, e, sim o fato de Meryl Streep passar de protagonista para uma participação especial. Grande parte da graça e do encanto do filme anterior se devia a sua presença em cena e isso faz muita falta no novo filme.  

Os números musicais se mantêm, em grande parte, simples e pautados muito pelo humor. Isso não significa que o filme seja esteticamente feio. Muito pelo contrário. O novo filme tem um visual mais caprichado e veranil, com uma fotografia e design de produção ensolarado e alegre que combina com o clima do filme. Dos novos atores introduzidos nessa sequência se destaca Lily James com a difícil tarefa de fazer Streep jovem e, claro, Cher, que tem papel sob medida fazendo basicamente uma variação da persona pública dela. O número musical dela com Meryl, inclusive, é a grande cereja do bolo do longa. 

Foto Divulgação Universal Pictures

O repertório desse segundo filme acrescenta musicas novas e rendem até alguns dos melhores momentos do filme, como “Fernando” e “Angel Eyes”. Entretanto, os fãs vão vibrar, de fato, com as canções do primeiro filme sendo revisitadas em novos contextos. E esse conjunto de nostalgia com algumas agradáveis surpresas resulta nessa continuação satisfatória.